Friday, June 19, 2009

Novas impressões do velho mundo: Atenas

Saímos de Porto Alegre tendo como destino Atenas sob um ambiente carregado de dúvidas e especulações sobre o acidente da véspera, no voo AF447, e a segurança do transporte aéreo.

Durante uma viagem a um país estrangeiro – no caso, dois – geralmente temos boas e más experiências de tratamentos recebidos. Sendo na maior parte do tempo clientes, antes da denominação turistas, entendemos que, além de respeito, um pouco de gentileza sempre vai bem.

No aeroporto de Paris, o funcionário da polícia poderia nos ver apenas como dois estrangeiros, olhar nossos passaportes e as fotos e nos liberar. Ele foi um pouco mais adiante: ao ver que éramos brasileiros, sorriu e disse: “Você está feliz?”. Respondemos que estávamos muito felizes, o agradecemos, e tivemos nossa primeira boa impressão. Cerca de uma hora e meia depois estávamos embarcando para Atenas com algumas poucas palavras: kalimera (bom dia), kalispera (boa tarde), kalinihta (boa noite), parakalô (por favor) e efharistó (obrigado), que no alfabeto grego se escreve assim: Eυχαριστώ. Fácil, né?

A briga e as descobertas com o idioma foram uma aventura à parte. Nos rendeu situações engraçadas, mas nos mostrou, mais uma vez, que temos uma educação completamente pobre sobre culturas e línguas. Tanto na Grécia quanto na França acabamos nos virando com o nosso pobríssimo inglês apoiado moralmente por algumas noções de espanhol e italiano. No Hotel Metropolis, em Atenas, resolvi ousar. Já tinha decorado os números de zero a dez. Então olhei no nosso guia como era quarenta. Já no segundo encontro com o recepcionista pedi a chave do nosso quarto: “Saranda dio” (42). Ele sorriu, surpreso, e nos entregou a chave, repetindo o “saranda dio”.

A primeira vista da janela do quarto confirmava nossa escolha pela localização. No alto da Acrópole, o Partenon já esperava nossa visita do dia seguinte. Apesar de muito cansados da viagem tomamos um banho e fomos visitar a Ágora Antiga e conhecer um pouco dos arredores do hotel, tudo a pé. Estávamos muito bem localizados. As ruas eram cheias de lojinhas de souvenirs e restaurantes. Algumas bancas de frutas e turistas e muitos e muitos gregos. Nessa noite experimentamos o souvlaki de porco, que é um espetinho, e a salada grega, com tomates, azeitonas, pepino, cebola roxa, azeite de oliva e uma deliciosa fatia de queijo feta. Para acompanhar bebemos a Retsina, um vinho branco típico.





No dia 3 subimos até o terraço para tomar o café da manhã olhando para a Acrópole, que foi o nosso passeio daquela tarde. Em seguida do café fomos visitar o Museu Arqueológico Nacional que ajudou a formar, juntamente com os monumentos, uma idéia de como devia ser a civilização naqueles dois mil e poucos anos antes. No museu, a riqueza está puramente nas peças expostas. Não é bonito como o Louvre, não tem telas nas paredes. Quase tudo são esculturas e vasos pintados. Há também uma ala com muitas jóias, a maioria delas em ouro. Colares e coroas enormes, com folhas de árvore e ramos em ouro extremamente brilhante.







A visita aos monumentos da Acrópole não é simples. Embora fisicamente seja apenas um monte seco, com construções em ruínas, um sentimento forte de imaginar como pode o homem ter feito tudo aquilo há tanto tempo intriga a todo instante. Agradeci por poder pisar ali. Era o nosso último dia em Atenas. Na manhã seguinte embarcamos num ferryboat gigante para Santorini.















A Alice sempre faz fotos nas agências de Correios por onde passamos. Esta, em especial, na Acrópole, foi bem bacana.

Tuesday, June 16, 2009

Intrigante proximidade...

Tentaram nos assustar. Eram 8h da manhã de segunda, 1° de junho quando eu terminava de ajeitar as malas. Sempre escutamos a Itapema FM, que toca músicas agradáveis intercaladas com alguns drops de manchetes. Geralmente notícias burocráticas como o índice de aceitação do governo ou culturais, como os shows que estão para vir para Porto Alegre. Só que naquele dia o locutor interrompeu o jeito descontraído e falou com voz de plantão noticiário de filme que havia desaparecido um avião da companhia aérea francesa Air France com cerca de 200 pessoas a bordo no trecho Rio – Paris. Era justamente o trecho que faríamos: Rio – Paris. O último contato da aeronave, que saíra às 19h de domingo do Rio, teria sido por volta das 6h da manhã. Naquela hora, às 8, não tinha nenhuma notícia concreta. A Alice saiu do quarto e perguntou: “E agora?”.

Deixei as malas de lado, levantei e fui até ela. Abracei-a e disse que tudo daria certo. No fundo eu estava com muito medo, mas não podia abandonar tudo ali. Se essas coisas podem apresentar-se como um sinal para se desistir de algo, para mim era um sinal de que, por maior que fosse o desastre, o nosso voo estaria a salvo. Não tínhamos muito tempo pra refletir o que fazer, o voo para o Rio era às 10h40min. No Galeão, centenas de jornalistas e TVs de todas as partes lotavam as áreas comuns em busca de entrevistas. Mas ainda nenhuma notícia do que havia ocorrido, só especulações. Aguardamos até o embarque, às 16h20min, naquele ambiente nada favorável para o início de uma viagem de duas semanas em férias.

De nossa parte, o fato mais intrigante, além de irmos pela Air France, era de que tentei comprar as passagens saindo no domingo, mas o atendente disse que não havia mais no valor que eu queria, apenas na segunda. Como iríamos chegar aqui no sábado, 13, e ter o domingo para descansar, não faria muita diferença adiantar o cronograma para mais um dia. Só que nosso voo, mesmo que fosse no domingo, não seria no mesmo horário do AF447 (19h), e sim no das 16h20min.

Fomos e voltamos muito bem. Durante a viagem vimos muito pouco sobre os desdobramentos do acidente e conseguimos aproveitar ao máximos as maravilhas que nos foram oferecidas.

Friday, May 22, 2009

Falta pouco...

Maio vai chegando ao fim e a viagem fica a cada dia mais próxima. Foram meses de muita especulação cambial, roteiros, lugares, quebra-cabeças intermináveis para definir os hotéis dentro dos nossos critérios de recursos oferecidos, preço e localização, além de muita leitura de outros viajantes e do que devemos encontrar no caminho.

Como a organização dos preparativos tomou muita energia, não consegui aproveitar esses últimos dias para o que havia me programado, que era ler sobre a história e os personagens de cada um dos nossos destinos.

Um pouco do nosso roteiro

Partimos aqui de Porto na segunda, 1° de junho, e desembarcamos na terça, em Atenas. Teremos um dia e meio para mergulhar na história de uma atmosfera milenar e mitológica por onde passaram nomes como Alexandre, o Grande.

Dia 4 de junho pegaremos um ferryboat às 7h da manhã até a ilha de Santorini. Uma viagem de aproximadamente sete horas e meia até um dos destinos mais românticos do mundo. A ilha de origem vulcânica tem imensas encostas repletas de casinhas brancas e aberturas azuis, típicas da maioria das cenas gregas, como em Oía, ao norte, que também é muito conhecida pelo seu pôr-do-sol. Ficaremos nesse pedaço de paraíso num hotel com piscina e vista para a caldeira do vulcão até o dia 8, fechando nossa primeira semana.

Por volta da uma da tarde do dia 8 pegaremos um voo, em Santorini mesmo, até Paris. Ainda não definimos o que ver em dois dias, mas uma coisa é certa: vamos fazer o passeio noturno.

Dia 10 de junho será um dos dias mais cheios de toda a viagem. Teoricamente é simples: Paris – Le Mont Saint Michel. Nos despedimos brevemente da cidade-luz e vamos de trem para Rennes, no noroeste da França. Ali na estação de trem um carro da avis estará nos esperando. Então coloco em prática minha Carteira de Habilitação Internacional que recebi ontem e viajamos 60km para o norte de Rennes até o monte que durante a Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, foi uma verdadeira fortaleza, resistindo a todas as tentativas inglesas de tomá-la e constituindo-se, assim, em símbolo da identidade nacional francesa. Declarado monumento histórico e Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1979. Mais ou menos no meio do caminho entre Rennes e o Monte pararemos em Liffré, a cidadezinha onde fica o hotel no qual passaremos essa noite. Nossa idéia é ficar no Mont Saint Milchel até umas nove da noite, quando o sol começa a se pôr. Depois voltaremos ao hotel.

Na manhã do dia 11 seguiremos para o Vale do Loire. Ficaremos numa cidadezinha próxima a Tours. Ali visitaremos alguns castelos seguindo numa atmosfera medieval que estará nos acompanhando desde o Mont Saint Michel, inclusive no dia 12 de junho, um Dia dos namorados bastante especial.

Finalmente, no sábado, dia 13, depois de devolver o carro na estação de Tours, pegaremos um trem até o aeroporto de Paris, de onde sai nosso voo de volta.

A ideia de escrever um livro este ano ainda é só uma ideia. Mas creio que depois dessa viagem terei bons motivos para começar a escrever.

Tuesday, May 19, 2009

Amigos dispersos...

Dia desses conversávamos sobre amigos desaparecidos. Não com um paradeiro completamente desconhecido. Sabemos mais ou menos onde estão, mas não dão as caras. A Aline sempre cita o caso de um amigo que, quando aparece, aparenta apenas estar promovendo algum evento ou a nova atividade.

Acho que ela tem razão. Só que as pessoas todas que chamamos - ou não - amigos não encontram-se mais como já foi um dia. Os interesses e situações individuais mudaram. Não há mais eventos abertos a todos. O grande grupo se dispersou, e restou a lembrança das festas, das viagens, excursões... E nos pequenos eventos que hoje acontecem a ausência de um ou de outro se torna mais evidente.

Eu sinto falta do grande grupo não se reunir mais em um grande grupo. Por outro lado entendo que o momento passou e querer remontar algo semelhante raramente dá certo. Prefiro deixar que o acaso nos reúna em algumas datas especiais e aniversários.

Tuesday, May 12, 2009

Aniversários...

Meu aniversário teve uma comemoração bem divertida. Calma, de certa forma, mas divertida. Neste ano, novamente não farei uma festa, deixarei para os 33. Já estou preparando uma temática comigo e o JC, com displays em tamanho real, eu e o JC abraçados e tals.

Fiz ali no Z Café da Padre Chagas, o que provocou espanto em alguns. Foram as vinte pessoas que eu previra, o pessoal todo comportado tomando um chopinho. A Alice bebeu umas caipirinhas. Me deu a camisa dourada do centenário do Inter, muito bonita!

O nosso aniversário de casamento comemoramos a dois, com uma jantinha e um vinho. Pela manhã mandei flores pros Correios. Algumas lembranças de quando éramos namorados, muitas lembranças da noite do nosso casamento, nossa dança, nossa festa, a celebração na igreja,... Beijos, carinhos, um gole de vinho... e alguns preparativos finais para a nossa próxima lua-de-mel, no mês que vem.

Thursday, April 23, 2009

Caminhando...

Sábado estávamos bem a fim de comer umas sobrecoxas de frango assadas e um purê do Zaffari. Escolhi uma bandejinha de sobrecoxas, devidamente sem pele e sem ossos, só o trabalho de mastigar.. Tudo se montava perfeitamente para um delicioso almoço de sábado.

Então fui até o balcão das comidas (rotisseria?) para pedir o purê e avistei a barata de longe. Dentro do balcão! Me aproximei para ter certeza. E quando começaram a me olhar como se eu estivesse furando a fila, falei: "tem uma barata ali!"

A atendente deu uma olhada despretensiosa, se fez de mosca e seguiu atendendo quem se arriscou a permanecer na fila. Um tiozinho disse que dava vontade de sair correndo. Mas ficou e pediu a sua massa com molho...

Eu, obviamente desisti. Abstraí e peguei umas batatinhas cruas que eu mesmo lavaria e descascaria para o nosso limpo e delicioso almoço de sábado.

Escrevo pois acho que o comportamento da atendente deveria ter sido outro. Parava o atendimento e tirava todas as comidas dali para limpar o balcão. Mas não sei como é a instrução do Seu Zaffari nesses casos, nem quero saber. Só sei que depois disso perderam por um bom tempo um assíduo cliente no balcão das comidas prontas.

Tuesday, March 31, 2009

Meu pai não curte o Lula...

Cresci com a imagem da foto do Getúlio pendurada num dos pilares da garagem da casa dos meus pais. Uma foto velha, em um tom desbotado puxando pro marrom. Mas o Getúlio permaneceu firme ali durante anos. Depois dele, ouvi muito falar do Brizola, mas a imagem que tinha dele, ainda vivo, destoava daquela que meu pai se agarrava, de um homem forte. Para mim não parecia ter forças para brigar com a vibrante imagem do Collor, por exemplo.

E esse foi o responsável pela minha grande decepção política. Eu não votei em 89, tinha 12 anos. Então, depois de correr atrás do caminhão do Collor pra ganhar camisetas com os guris da rua e sentir a desaprovação do meu pai, minha parte rebelde da adolescência me fez tomar rumo de uma terceira tendência. Assim tornei-me um petista. Nada radical, nem muito explícito. Simpatizava, apenas. Tanto que não votei na eleição em que me era facultado.

Acho que meu pai não gostou muito quando me viu com o bigode do Olívio durante a campanha para o governo do Estado, e isso o enraizou fortemente na sua nova convicção tucana. Por um lado até entendo, pois ele associava o PT à anarquia. E me chamava de descamisado – brincando – quando eu ficava sem camisa em casa.

Hoje quero mais que os políticos se explodam. Não sei qual a parcela de culpa do Lula nisso tudo que acontece no país, mas “simpatizo” com o governo dele. Coisa que eu não conseguia com o Fernando Henrique e com o Rigotto, e agora com a Yeda, a versão gaúcha do David Bowie. Não consigo ver nada de bom no governo dela e, sinceramente, torço contra.

Achei engraçado isso quando vi o sentimento de desaprovação refletido no meu pai. Ele não aceita o Lula de jeito nenhum, algo semelhante ao que acontece com alguns amigos. Esses dias eu falava com meus pais a respeito de provas de concursos e minha mãe levantou a questão do hífen. Meu pai não podia perder:

- É coisa desse bobalhão que tá lá. – ele nem cogita chamá-lo de Presidente.
- Pai, era só o que faltava, colocar a culpa da reforma ortográfica no Lula, que nem sabe escrever direito...
- Pois é, mas ele assinou!

É por isso que uma mudança política é tão difícil!

Wednesday, March 18, 2009

Estão tentando retomar o controle...

Entre os diversos males dos quais somos obrigados a conviver, o que mais me procupa é a drogadição. Mais que assalto – que vem em segundo – mais que o câncer e as doenças do coração. Mais que o Gremio ser campeão da Libertadores (o Roth no comando me garante isso).

Não tenho medo do efeito das drogas, tampouco curiosidade: em quase 32 anos nunca experimentei um baseado. O que me assusta é a atmosfera criminosa que circunda o “inofensível” consumo. Não creio que seja um entendedor do assunto, mas acompanho quase que diariamente, nos jornais, as apreensões de drogas e prisões de envolvidos. Vejo a epidemia do crack ligada a assaltos a pessoas e furtos em residências e a cocaína e a maconha ao roubo de carros e bancos.

Então ouço rumores otimistas, se assim puder dizer. A epidemia do crack seria mal vista pelos traficantes, os que efetivamente tem algum controle. Lembrei de quando fazia as primeiras excursões pro Farol de Santa Marta, com os amigos de um colega da eletrônica, lá por 96. Entre todos os ocupantes dos dois ônibus, apenas eu e a namorada de um cara não fumávamos. Os demais compensavam e bem. E por incrível que pareça, no meio de todo aquele buffet do mal, havia uma regra: não era permitido loló. Nunca entendi o porquê, mas chegavam a bater em quem se escondia no banheiro do ônibus pra enfiar a cara no saco plástico.

Talvez para o crack haja uma argumentação melhor. Existe uma parcela de consumidores que ainda tem poder de consumo com dinheiro, mas à medida em que a classe social diminui, a fatia aumenta, e a moeda passa a ser os bens: roupas, panelas, tênis, relógios, enfeites de casa, maçanetas, assoalhos, torneiras, janelas e tudo mais que surgir numa imaginação em plena fissura.

Quem sabe...

Tuesday, March 10, 2009

2009

Depois dos 81 anos do pai, do Carnaval e das férias, 2009 começa. Começa um pouco mais lento do que eu esperava, com menos metas estabelecidas objetivamente. Esse ver passar o tempo sem definições concretas a curto e médio prazos causam uma pequena frustração. Devia ter guardado uns dias antes das férias para organizar isso. Então coloco os pés no chão e tento dar conta do agora com algumas trivialidades úteis para não deixar o tempo passar simplesmente pensando. Só que as trivialidades, por mais simples que sejam, esbarram em processos lentos e pessoas sem vontade e sem possibilidade de cobrança. Desanima, profissionalmente falando.

Enquanto isso, os objetivos não profissionais estão bem traçados e prometem muito prazer. Semana que vem recomeça o italiano. E procuro assunto e inspiração para dar início a um livro..

Friday, February 13, 2009

Uma visita à casa da minha infância...

Os cães latiam como sempre. O Duque mais forte, mesmo cego, o Sultão um pouco menos, mas por mais tempo. Acho que não era fome, os potes ainda tinham bastante ração.
Como pode ter sido essa a casa em que vivi? Como posso ter me acostumado a um ambiente tão cheio, tão carregado? Uma coisa eu sempre soube: que guardávamos mais do que o útil e que o inútil. Assim não me espantei ao ver que deixaram bananas maduras na cesta de frutas sobre a mesa. O cheiro da casa toda é como uma mistura da minha infância com um cheiro de vó que não conheci. Um cheiro velho.

Uma das minhas atribuições no trabalho é vistoriar prédios e instalações e listar todas as pendências e melhorias possíveis. No meu cotidiano consigo não levar esse olhar à procura de defeitos para a minha casa e para os lugares que não o meu expediente. Mas ali na casa dos meus pais não pude fugir à pergunta de como faria se tivesse que deixá-la limpa, apreciável.

Dei mais uma volta pela casa, completei os potes com ração, me despedi dos cães e saí.

Agora a tarefa era o presente do meu pai. O que poderia esperar um homem aos 81 anos. Confesso que há uma tendência inicial em tratá-lo como uma criança. Muitas coisas dificultam: ele não lê livros, não assiste a filmes, não ouve cds, nada cultural. Não usa perfumes.. Queria algo diferente da cadeira de praia do Natal. Se os 80 anos foram uma marca forte, cada ano a mais é como mais um brinde. À vida. Mais uma saideira daquelas noites em que se fecha o bar com os amigos, sempre espiando o garçom e esperando que não comece a levantar as cadeiras e recolher as mesas. Aquela saideira que se sabe – não é a última.

Friday, February 06, 2009

Que palhaçada é essa de Canoas em vez de Ulbra?

Em fevereiro do ano passado o Leo Prestes, do Linha Burra, já havia previsto, mas eu achei que não chegariam a efetivar essa palhaçada. A equipe da RBS TV está tratando a ULBRA simplesmente por CANOAS.

Ainda ontem houve uma discussão no Sala de Redação a respeito de como, afinal, se chamava o time da universidade. Lembraram de outros exemplos, inclusive do Gremio, que deveria se chamar PORTOALEGRENSE. Há vários outros casos em que o time é chamado não pelo nome principal, mas por aquele que “pegou”. Então o professor Ruy deu a real: “o nome do time é o nome consolidado ao longo dos anos e assumido pela sua torcida”.

Tomara que assim seja, porque além de todo o mal estar político, fica ridículo e nada natural. Sorte da Internazionale que não é nome de empresa, senão seria chamada de Milão.

Wednesday, January 28, 2009

Por onde andamos...

Sou daquelas pessoas que precisam registrar as coisas para que a roda ande. E como vejo um 2009 cheio de possibilidades, não quero deixar em branco este espaço onde coloco algumas coisas importantes que acontecem.

No dia 23 teve duas formaturas, a da De e a da Raquel, irmã da Alice. Essa última, Nutrição/IPA, teve uma colação com detalhes que a diferenciaram. Ninguém, absolutamente, bateu palmas depois dos hinos Nacional e Riograndense. Como era uma turma com suprema predominância feminina, os discursos eram "a todos e todas presentes", "queridas e querido formandas e formando". E o mais legal de tudo: a homenagem aos pais, que nunca foge da Adriana Calcanhoto cantando bochecha sem cladinho. Som de Phil Colins para uma montagem com cenas de desenhos animados com imagens de família.. Rei Leão, Tarzan, Nemo, vários, vários. Muito emocionante!

Shows

Começamos a temporada 2009 com o James Blunt ontem, no Pepsi On Stage. Não recomendo o lugar: ruim de estacionar e vista prejudicada da pista. O show foi muito.. vibrante, digamos. O cara entrou no palco com uma energia que não deixou cair nem um minuto. Todas as músicas, mesmo as de letra triste, foram pra cima, desenvolvidas com empolgação. Muito bom show!

E em plena era digital, onde as mãos todas levantadas empunhavam uma câmera ou celular, aproveitamos o calor do show abraçados, apenas. Em vez de cliques, guardávamos os melhores momentos do show com beijos..

Friday, January 16, 2009

DWL7713 - Parati Track & Field prata - SP - São Paulo

Dessa vez não foi traumático. Pelo menos acho que não foi. Fui assaltado e roubaram o carro. Passado o susto inicial foi tranquilo. O carro era da empresa, por isso não gerou tanta indignação. Meus, foram levados o relógio, dinheiro (60 pila), a bateria do celular e uma barraca.

O maior valor é a vida, sem dúvida. Depois a integridade física. Mas não vejo como não ficar indignado diante da situação e não contabilizar os bens.

Segunda-feira saí pra almoçar. Eram quase 2h da tarde. Parei num cruzamento na Atanásio Belmonte, paralela à Plínio. Arranquei e parei em seguida para anotar um telefone de um prédio em construção. Ouvi um toc toc toc no vidro. Achei que fosse algum conhecido. Como o vidro estava fechado e o som e o ar ligados, prestei atenção no que dizia: “Abre! Abre!” Um pouco mais abaixo, o que fazia o toc toc toc era o cano do revólver. Levantei as mãos e calmamente abri a porta. A primeira coisa que pediu foi o dinheiro, o que me fez pensar que seria só isso. Entreguei a carteira, mas ele pediu novamente só o dinheiro, que eu podia ficar com os documentos. Na hora devo ter feito uma expressão de “Pô, bacana!” Abri a carteira colocando a palma da mão para cima, escondendo a aliança, que era – depois da vida – o que mais temia. Eu disse que podia levar tudo, mas que virasse aquele negócio pra lá.

Puxei uma nota de dez pila, ao que imediatamente ele comentou: “Bah, tá mais pelado que eu!” Eu sabia que tinha uma de 50, e entreguei em seguida. Depois pediu o telefone, e mais um comentário tragicômico: “Bah, teu celular tá mal.. deixa eu pegar só a bateria pra tu não ligar.” Novamente fiquei contente por não perder meu telefone, e sabia que tinha uma bateria reserva no escritório.

Perguntou se o carro tinha corta-corrente e se eu estava armado. Disse que não tinha nada e podia levar. Quando desci do carro pediu ainda meu relógio vagabundo – um Technos Skydiver lindo que ganhara de Natal da Alice – que um parceiro dele tava precisando daquele relógio. Finalmente desci do carro e ele arrncou. O pesadelo tinha acabado e, passado o susto, eu estava inteiro, ileso, com meus documentos, cartão do banco, celular, aliança e a convicção de que meu Santo que é forte se encarregue de aprontar alguma pra aquele filho da puta.

Tuesday, January 06, 2009

Presentes infelizes para um Natal monótono...

Recebi do Jurânio uma tentativa de votos natalinos fora do lugar-comum – não sei se o hífen está correto. Desejava aos constantes na lista do email dificuldades elevadas à n-potência num texto cujo tom me lembrou muito o Sunscreen, aquele video que teve uma versão em português com narração do Bial. Apenas em tom, pois o Sunscreen tem um texto “do bem”, é otimista. Para finalizar, nos desejou de forma muito pessimista que, um dia, tenhamos um feliz Natal.

Considero-me um tradicionalista e otimista. Por outro lado gosto de ver o empenho para mudanças; gosto de quando algumas pessoas – amigos ou não – te dão a real sem maldade. Sem querer usar o que dizem como um investimento pessimista para futura promoção pessoal. Não creio que tenha sido esse o motivador, entendi como dificuldades que provoquem desafios, superações pessoais e, sobretudo, profissionais. O sucesso, enfim. Só que nos desejou a parte suja.

E nessa época de festividades, em que o aniversário do JC consta como um ilustre coadjuvante, acho que as pessoas querem o bom e velho otimismo. Eu sou assim, pelo menos. Olho sorrindo para o ano que passou, agradeço o que tive de bom e torço que o ano seguinte seja melhor. Tudo muito generalizado, superficial, mas que me deixa leve, imune a eventuais contratempos (sem hífen?) e, por que não, monótono.

A Alice já me cobrou algumas vezes por aquele Raul impulsivo, surpreendente, imprevisível. Fazer isso com responsabilidade é uma meta. No Natal, porém, eu assisti a tudo sem responsabilidade e sem mais nada, apenas estampando um sorriso que não era meu. Vi minha sobrinha obesa aos 8 anos, que passara a tarde tomando refrigerante comer até todos perceberem que era de mais. Vi a teimosia da minha irmã caçula promover um Papai Noel que ninguém viu para a mesma sobrinha. Assisti ao silêncio da mesa só ser quebrado pelo barulho da tv. Vi os presentes que ficaram acumulados no canto da sala serem atirados pelo ar aos seus donos pela mesma sobrinha que buscava mais um com o seu nome. Assim a Alice recebeu o presente que passei dias pensando e horas escolhendo:

- Ó, Alice.

Assim recebi a linda camisa que ela me deu. Assim, também, recebemos os infelizes: a bermuda xadrez, um bermudão até a canela, um vestido tomara-que-caia e uma blusinha frente única. Coisas que nunca usamos nada parecido que inspirasse um presente assim. Depois de tudo conseguimos rir. Mas era preciso um desabafo. Restou o desafio de uma receita com o melhor do tradicional e impulsos surpreendentes. Não apenas para um feliz Natal.

Wednesday, December 24, 2008

Também quero!

Mesmo eu gostando mais do antigo método da surpresa ao dar e receber presentes, entendo que existe uma boa fatia da nação capitalista que adianta o que quer ganhar ou parte direto pro vale-presente.

Claro que no time dos que preferem a surpresa valem as dicas, pistas, etc. Digamos que seria um processo implícito construtivo intrínseco. Ao quadrado. Não, muito matemático. Mas é isso. Só que algumas pessoas não têm saco e chutam o balde. No meio do involuntário jogo resolvem falar: “Olha, quem sabe tu me dá isso...!”

O normal seria fazer isso a quem presenteia: familiares próximos, alguns amigos, namorado, namorada, filhos, ou ao Papai Noel. E eu tenho certeza que não tenho cara de Papai Noel.

Um vizinho de uma estação me ligou e solicitou que eu fosse até o local. Como eu tava aqui no ar condicionado, e se fosse pros 33° da rua iria diretamente onde precisava. Pedi que me adiantasse o assunto. Ficou brabo!

- Olha aqui, ó. Me falaram que qualquer problema era pra eu ligar pra esse número. Se não vai funcionar eu vou ligar lá e reclamar.
- Primeiro o senhor se acalma e depois a gente conversa.
- Eu não tô nervoso! É que me disseram...
- Tudo bem, o senhor me adianta do que se trata e eu vou aí.
- Não é, é que precisa falar pessoalmente.

E assim foi. Até que o convenci a adiantar que se tratava de furtos do pessoal que pulava pra dentro do nosso terreno. E ele iria nos dar umas “idéias”. Cheguei na estação e ele já estava ali na frente. Camisa só com um botão preso e sandálias franciscanas. Disse que mora há anos ali e acompanha as reuniões dos vagabundos em frente ao nosso terreno. Eles o respeitam, mas que uma hora precisa dormir e então eles pulam a grade e furtam os cabos que conseguem.

Pensei que ele fosse pedir café ou guaraná do amazonas pra conseguir se manter mais tempo acordado. Que ingenuidade. Respondi amenidades.

- É, a violência hoje em dia...

Foi aí que ele foi direto ao ponto:

- Olha, eu vou me mudar mês que vem. Quem sabe vocês não constróem uma casinha pra mim no fundo do terreno pra eu morar e eu cuido aí pra vocês?

Tuesday, November 25, 2008

De volta pra casa...

Voltei ao meu posto de trabalho. Já faz umas duas semanas. Pude então rever meu conceito em querer deixar a casa isolada onde trabalhamos para estar na vitrine do prédio sede. Depois de 11 anos não seria a exposição que abriria portas a uma possível promoção. O ônus da sensação de ser vigiado 8 horas por dia não compensa.

Estou um pouco alheio aos problemas da humanidade. Sei que Santa Catarina vive uma das maiores calamidades de sua história – se não a maior; que rompeu o duto que traz GNV para o RS e a normalização deve ocorrer só daqui a 21 dias; que a crise mundial ainda tem forças e tudo mais. Mas não tenho acompanhado mais nenhum detalhe de nada. Fico só nas manchetes.

Aprofundei-me um pouco mais no trabalho e vi que a roda pode girar um pouco melhor se eu mantiver este empenho, e já que ali estou, devo tratar de tornar o processo mais atrativo.

O ano vai se aproximando do final e as festividades vão tomando forma. Percebi, agora, que estou sendo alienado a um motivo para a virada do ano. Quando surge o assunto tento parecer o menos inoportuno às expectativas e acabo simplificando tudo a um: “pra mim tá bom”. Quero realmente comemorar o Ano Novo, como sempre fiz. Sempre fui contrário à idéia de querer logo que o ano acabe. Mas não é simplesmente isso. Não querer que o ano acabe e não viver a passagem como uma mudança realmente boa não tem muita diferença.

Viver como se as expectativas não existissem seria hibernar a vontade de viver.

Tuesday, November 04, 2008

Previsível

Fui transferido temporariamente. Faz quase um mês. E nesse pequeno período posso perceber consideráveis diferenças em habitar o prédio sede. Inegavelmente a empresa é ali; acontece ali. Não poderia ser diferente. Mas quando se passa alguns anos trabalhando num setor sediado numa casa de bairro não se tem a mesma percepção.

No prédio sede me sinto um personagem do Dilbert. Não saberia dizer qual. Mas vejo características de todos eles ali. Ontem a Zero colocou um que eu ri muito, pela coincidência.

O interlocutor apenas ouve as três sentenças:

“Você excedeu seu limite de armanezamento de emails.

Para aumentar seu limite você precisa de autorização do céu, do Presidente da República e de alguém ainda a ser especificado.

Estou em dúvida entre o Abominável Homem das Neves e uma Top Model formada em Engenharia.”

Logo na entrada do corredor principal do andar um senhor que considero atípico. Notavelmente ele tenta se fazer ver como alguém diferenciado. Não seria necessário. É um homem de uma ímpar riqueza cultural mergulhado num oceano nerd. Então ele o faz. Lê em voz alta um email spam: um banco teria lhe alertado sobre falsos emails e informado que “maiores informações” poderiam ser obtidas clicando “aqui”, e para não receber mais emails do tipo outro “clique aqui”. Ele diz isso em voz alta como se fosse a primeira pessoa a receber algo assim e estivesse alertando em primeira mão os incautos sobre a fraude. Lê, como se fosse um discurso, e em seguida abre um silêncio para os comentários.

A previsibilidade é uma merda!

Thursday, October 23, 2008

Feliz aniversário, Alice...

O pensamento lógico dos aniversários é o aguradar o dia chegar, parabenizar, presentear e comemorar. Os aniversários todos não são assim. Uns antecipam o prazo, alguns muitos se esuqecem da data; uns lembram e não falam nada, uns não dão presentes aos aniversariantes, e esses, por sua vez, não os recebem; e os outros tantos que não comemoram.

Os aniversários todos são assim, querendo ou não, eles acontecem. O que se vai fazer para marcá-los ou não, é o que podemos fazer. Ou não, no caso das festas surpresa. Gosto dessa parte de presentear, apesar de achar uma questão muito difícil e delicada. Entendo como uma arte em que se tenta alcançar o sucesso. Mas são coisas do nosso mundo, objetos do desejo que tomam significado de acordo com nossos gostos, nossas experiências e a sensibilidade que temos sobre a pessoa a qual presenteamos.

E acima de todos esses presentes e comemorações existe o amor. E assim como não tenho forças nem meios para compreendê-lo completamente, não sei se tenho o amor de Alice como presente ou se a presnteio com meu amor. Sei que é um sentimento simples e ao mesmo tempo incrivelmente cheio de significados e poderes. Está sempre ali, manifestando-se mais ou menos na medida em que o cultivamos.

Então hoje quero resgatá-lo todo. E se todo maravilhoso é, quero ver o brilho maior, como o de um brilhante à luz de um ângulo diverso, sentir o cheiro de todas as manhãs mais o perfume das noites de festa; embrulhar tudo no meu beijo e assim, te presentear, Alice..

Te amo!

Tuesday, October 14, 2008

A queda...

Não gosto de escrever sobre futebol aqui, mas preciso desabafar.

Ainda faltam dez rodadas para terminar o brasileirão, e essa situação do Gremio como líder é extremamente deprimente. Espero muito que no fim tudo dê certo e eles não sejam campeões. Mas me refiro ao agora, nessa condição atual de manter-se em primeiro por várias e várias rodadas.

Não sei como foi quando o Inter ganhou a Libertadores. Acho que foi diferente. Cada jogo era uma decisão, e havia a possibilidade real de acabar o pesadelo (para os gremistas) ali. Na medida em que o Inter avançava as esperanças inimigas se renovavam: os times em disputa entravam com as mesmas chances.

Agora num campeonato de pontos corridos, a cada rodada o time que está na frente fica mais próximo se ser o campeão. E não há uma final, onde teoricamente os times entrariam em iguais condições. Não sei se é generalizado, mas posso observar toda a soberba que é cabida aos gremistas. Talvez tenha sido assim com Colorados quando o time estava bem. Não sei. Só sei que isso precisa acabar logo.

Friday, October 10, 2008

A bolsa...

Um comentário, hoje de manhã, curto e simples, valeu uma boa risada pra começar o fim de semana.

O Alemão Victor Hugo, no Iô-iô:

- Com essa história da bolsa até neguinho que nunca teve dinheiro anda preocupado: "E agora, o que é que eu vou fazer com meu dinheiro?". Pô, o neguinho nunca teve dinheiro!

Hahahahahahaha!!!

Tuesday, September 23, 2008

Eu era uma criança infeliz...

Não sempre, é claro. Minha família sempre foi bastante unida, ao menos em termos de espaço. E a proximidade da família, com todas as suas diferenças, é boa para a criança. Só que a diferença de idade dos meus pais é muito grande: dezesseis anos. E embora minha mãe ter ganho meu irmão logo aos dezoito, eu só vim quando ela tinha 33, uma idade até razoável, e meu pai, 49.

Quando comecei a me dar conta das coisas do mundo minhas duas irmãs e meu irmão mais velho já eram gente grande pra mim, então não tive alguém com quem pudesse ter uma cumplicidade dentro da família. Meus amigos eram os confidentes, mas com esses existe uma barreira natural. Aos amigos, antes de sê-los, tende-se a mostrar a parte bonita.

Minha irmã mais nova, a última dos cinco, veio quando eu tinha 4. E ela, com quem eu poderia ter estabelecido essa relação mais próxima, foi muito mais uma inimiga do que amiga. Vivemos uma infância de gato e rato, brigando por todos os motivos possíveis.

Digo que era infeliz porque não tive essa cumplicidade, porque via meus pais como senhores rígidos e mais velhos, com regras para comer, para dormir depois de comer, para não sair de casa. Eu era uma criança viva e ativa, não queria dormir durante o dia, queria descobrir o mundo.

Hoje posso passar um domingo de sol inteirinho na cama com a minha mulher. Mas essa é a minha ambição, de estarmos juntos, de fazermos amor, de preparar algo para comermos, de beber juntos. Meu descobrir o mundo hoje é preencher nosso álbum de vida com momentos maravilhosos, a sós ou com nossos amigos; em casa ou na rua. Mas são planos em que a gente geralmente conhece o destino, e define apenas como fazê-los.

Quando criança tudo seria novo, mas o tempo passava enquanto minha infância se desenvolvia dentro dos limites da casa. Agradeço, claro, pelos passeios que fizemos à praia, ao Jardim Zoológico, mas foram poucos. Nunca fomos a um restautrante, por exemplo. Só fui “comer fora” quando comecei a trabalhar.

Por isso digo, hoje, que fui uma criança infeliz. Por que vejo que de certa forma passei alguns anos preso em casa. Ainda bem que eu morei em casa!

Tuesday, September 16, 2008

Pendente...

Nesses últimos dias surgiu uma discussão a respeito da maneira como (não) encaro o que a vida me reserva. A maior parte das situações ocorrem no trabalho. Pelo menos é onde mais se observa, mas o destino se encarrega de mesclar no cotidiano alguns conflitos particulares.

O procedimento é simples: se o conflito tem algum risco de ser desgastante, fujo. Protelo, adio, faço que esqueço, e às vezes esqueço mesmo. Das coisas que preciso fazer escolho aquelas que podem ser executadas sem ter de pedir ajuda, o que está mais ao alcance, etc. Pode parecer comodismo, de querer fazer o mais fácil. Porém não é somente isso. Se preciso fazer algo de interesse próprio, ou que seja pedido urgência, empenho ao máximo as habilidades necesssárias fara fazê-lo. Mas são poucas as vezes em que isso ocorre.

O resultado é proatividade zero e uma lista de pendências que se fosse enumerá-las e cogitar resolvê-las me levaria ao colapso.

O primeiro passo foi dado: reconhecer o problema. Agora estou tentando atacar os prazos. Os atrasos têm me arruinado. Perdi de inscrever a minha reportagem sobre a Cabana do Turquinho no Set Universitário da Puc.

Voltaremos!

Tuesday, September 09, 2008

Canta loupe...

Não entendo por que as pessoas não compram o canta loupe. Ou cantaloupe, talvez. Assim como as demais frutas, o melão tem suas variedades, umas mais conhecidas, outras menos: o o paulista, o gaúcho, o espanhol, o net, o orange, o pele-de-sapo, e o canta loupe, o melhor dos melões! Deve haver outras. Não importa.

Tive a sorte de conhecer o canta loupe graças à revolução da apresentação das frutas ao consumidor. Devemos reconhecer, nesse caso, a importância da Virgínia, pioneira na luta das frutas por uma melhor aparência. Ela defende que o aspecto e a não praticidade com que as frutas são oferecidas pela natureza nos levam a escolher, em geral, as guloseimas. O chocolate, por exemplo, além de agradável aos olhos, é dividido em quadradinhos que facilitam o consumo.

Um dia o Seu Zaffari deve ter lido o extinto blog da Vi. Leu o texto das frutas e inseriu nas inúmeras ofertas do seu supermercado, a bandejinha de frutas em pedaços. É uma maravilha! É verdade que quem instituiu o consumo das frutas na bandejinha lá em casa foi a Alice. As frutas vem em uns quatro ou cinco grupos de 3 pedaços. Três cubos de abacaxi, três de manga, kiwi, morango, melão, etc. Pra quem quer só um tipo de fruta tem as bandejas de abacaxi, de mamão, de manga e... as de melão.

Na primeira vez escolhi, além da aparência, pelo nome. Achei bonitinho o canta loupe. O resultado não poderia ter sido melhor. Doçura, aroma e consistência inigualáveis. Não chega a ser de desmanchar na boca. Mas quase.

Não fosse pela apresentação inovadora, jamais conheceria o canta loupe. Ele é assim por fora.

Porém, por dentro, revela-se apetitoso, suculento, delicioso!

Então eu não entendo quando vejo as pessoas comprando aqueles melões amarelos que são verde desbotado dentro.

Friday, August 29, 2008

Voltaremos!

Parei, pensei, saiu fumaça, e desisti.

Depois de tanto tempo parado, seria querer demais escrever alguma coisa com contiúdo. Assim como não escrevi mais, não li mais nada, não descobri nenhum site bacana, nada.

Isso foi só pra dizer que tirei a poeira do teclado e devo desenferrujar isso aqui.

Voltaremos!

Wednesday, July 30, 2008

Tem horas em que todos somos iguais...

Sempre que parabenizo alguém pelo seu aniversário, desejo o mesmo: saúde e sorte. Esses dois esses são tão simples e geralmente nos acompanham por toda a vida sem serem percebidos. Todavia, tem uma hora que sentiremos a falta de um ou de outro. E nessa hora, a tendência é de que todos se igualem. Digo no sentido das desigualdades sociais. Sempre haverá um ricaço preso no mesmo engarrafamento onde se encontra um – ou vários – pobretão. Tudo bem, ele vai estar no ar condicionado, se não tiver a falta de sorte de estragar. Doença também não escolhe conta bancária. Por isso desejo sempre saúde.

Voltei a pensar nisso ontem, quando vim pra Campinas. Logo que saí de Porto Alegre, por volta das cinco da tarde, passei pela pior turbulência que podia imaginar. Semana passada estive em São Palo, e não tem como passar em Congonhas sem lembrar do acidente do ano passado. Mas correu tudo bem. Agora era Campinas, mas com uma escala em Curitiba. Acho normal ocorrer turbulência, ainda mais em dia chuvoso. Só que teve uma, depois outra mais forte, e não parou mais. Até que o avião teve uma súbita perda de altitude que fez com que todos tivessem um violento “frio na barriga”. Ali eu senti que era mais sério do que o usual. O comandante nos garantiu que era uma “pequena” turbulência, mas pediu que permanecêssemos com os cintos afivelados.

Tive muito medo. Muito mesmo. Até tentei manter o pensamento no bem, que ia passar em seguida, mas a cada balançada e com as asas do avião subindo e descendo visivelmente, não teve como. Tive vontade de ligar o celular ali, e com algum resquício de sinal que porventura houvesse, telefonar pra Alice e dizer que a amo. Só isso. São palavras simples, que as repito algumas vezes ao dia. Mas pra mim têm um valor inestimável e que nunca é exagero repetir. Só queria que aquilo passasse, que o avião estabilizasse e que eu chegasse bem. Depois passou. Quando descemos em Curitiba mandei uma mensagem. O tempo já estava bom, mas vai que..

Estou bem, muito bem. E tive a sorte de não ser aquele um vôo daqueles que não nos deixam esquecer.

Friday, July 11, 2008

Síndrome de abstinência...

Houve um tempo em que vendiam Polar e Brahma no Beira-Rio.

Depois a maldita Coca-Cola ofereceu, e o Inter, pensando muito mais no contrato do que na satisfação do cliente torcedor, aceitou a exclusividade para oferecer as porcarias que aquela empresa chama de cerveja.

Tava ruim, mas tava bom. Tava muito ruim, aliás, mas tava bom. Podíamos fazer um aquece com Polar no Tele-X, beber as saideiras no Tele-X ou qualquer outro bareco. Aí a Sol engasga-gato descia.

Então pribiram a venda de bebidas dentro dos estádios.

Aí ficou ruim mesmo. E dali a mais bem pouquinho ia ficar bem pior.

Por enquanto se pode beber nos bares. Mesmo assim a venda de bebidas reduziu drasticamente.

Aí começaram a aparecer as Vans, uma ótima idéia. E a máfia dos taxistas já indicou o serviço como ilegal, acatados pela EPTC de tapa-olho.

"O presidente da EPTC, Luiz Afonso Sena, afirma que o sistema de transporte de Porto Alegre já é bem constituído, com ônibus, lotações e táxis. Não está prevista qualquer discussão para a regulamentação específica do serviço de transporte de clientes dos bares e restaurantes. (Zero Hora, 10/06/2008)"

Manda a mãe dele pegar um ônibus da Cidade Baixa até o Jardim Botânico às duas da manhã, eu quero ver.

Não vou estranhar se limitarem o consumo de bebidas ao lar, com as autoridades ameaçando blitzes com bafômetros em pedestres e com projetos de lei para proibir a venda nos supermercados.

Hoje é sexta. Queria fazer um aquece antes de irmos pro Terça Insana. Dar boas risadas embriagadas. Sair do show e ir pra um bar. Dirigindo, no nosso carro, ouvindo nossos cds. Fazer todas essas coisas que não mais se pode.

Monday, June 30, 2008

Veneza foi assim...

Como é fascinante conhecer um lugar!

Tenho na minha lista de lugares favoritos, ou que gosto de visitar, Bombinhas, Garopaba, Riozinho, Rio, etc. São lugares realmente belos, e que a cada vez que volto me mostram um pouco mais de suas belezas.

O que há de comum em todos eles é que a espinha dorsal, a planta do lugar, já foi estabelecida há algum tempo. Não apenas visualmente, como olhar um mapa, a noção de espaço do lugar, quando se coloca os pés nele, se forma sem que se perceba. E a cada vez que lá se volta incrementam-se os espaços vazios com uma nova prainha, um volume mais ou menos intenso na qeda d’água, uma vista diferente lá do Corcovado, e assim por diante. Mudam fatores climáticos e psicológicos, e por isso é tão importante o momento do conhecer, quando se forma esse sentido de espaço de cada lugar.

Antes de pisar em Veneza olhei dezenas de mapas, durante meses, e não conseguia entender aqueles canaizinhos disputando espaços com as ruas. A Alice disse que era bom que ficássemos pero da Praça São Marco, e era nisso que eu me baseava. Para descobrir a rua em que ficamos tive que recorrer ao Google. Em nenhum mapa dos que já tínhamos ela constava. Mas ficava bem pertinho da Ponte Rialto, e isso era muito bom.

Os meios de transporte em Veneza são as pernas, nas vias terrestres, e os flutuantes (lanchas, gôndolas, etc.) nas aquáticas. Não há carros nem motos. O único som ruim é a sirene da lancha da polícia, que ouvimos uma duas ou três vezes. Depois, são sinos constantes, pessoas falando e caminhando, o bater asas dos pombos e o abrir de uma ou outra rolha.

Independente do destino, penso que uma viagem deve ser prazer nas coisas essenciais, como o caminhar pelas ruas, o beber, o comer e o dormir. Nisso incluem-se o deslocamento, a higiene e o conforto. Depois desses requisitos preenchidos e uma linda mulher, coloque Veneza, com o Grande Canal e suas ruazinhas, as máscaras, os vidros de Murano, as gôndolas, massas e vinhos italianos, uma cama com lençóis brancos num quarto do século XIX e goze.

O Grande canal

As máscaras

Grande Canal, visto da Ponte Rialto

Passeio na Gôndola

Pontezinha ao lado da Santa Maria dei Miracoli

E um brindezinho..

Friday, June 27, 2008

Quando eu crescer...

Um dia eu vou terminar o segundo grau, cursar uma faculdade de jornalismo e ser um jornalista. Vou chegar na redação, pegar as pautas que renderão desde simples notas a grandes reportagens. Trabalharei para uma grande corporação, com toda a infra-estrutura para os colaboradores. Sairemos, eu e minha equipe, às estâncias gaudérias em busca da informação munidos de microfones, câmeras fotográficas, gravadores, blocos, canetas, etc. Tudo a bordo do nosso poderoso carro de reportagem, devidamente identificados..



Monday, June 23, 2008

Florença...

Antes de mais nada, Florença – das quatro cidades que visitamos – foi a que mais me encantou.

Um pouco mais habituados ao sistema férreo, adquirimos os bilhetes de Roma para Florença numa espécie de caixa eletrônico de trem, com interface amigável em seis idiomas, entre eles o já saudoso português. Havia vários desses caixas, e várias opções de horários. Há dois tipos de trem também: o regional e o de alta velocidade (no qual viajamos), que levou cerca de 1h45min para percorrer 300km.

Da janela do quarto víamos a igreja San Lorenzo e a praça à sua frente. Ficamos em um hotel próximo à estação, junto ao duomo, a Catedral de Florença. Nossa primeira visita foi justamente a ela, com todos seus 463 degraus, e que nos ofereceu vistas das mais belas, algumas delas retratadas, outras muitas, não.

Impressionante é uma das palavras que dá uma idéia do que é Florença. Pode-se escolher outros termos para definir, de acordo com a percepção, não importa.

O “problema” é que tu anda na rua, e todas são ornadas com secular bom gosto de arquitetura; de repente, uma escultura feita pelo Michelangelo, algumas outras réplicas. Mais uns passos adiante, o Palazzo Vechio, ao seu lado, o Palazzo degli Uffizi, com a Primavera e O Nascimento de Venus, ambas de Botticelli, que se pode perder horas admirando-as. Ainda no Uffizi, um vasto acervo de obras belíssimas, impressionantes.

A noite vai caindo e Florença lentamente acende suas luzes. Cafés tímidos e portas fechadas, à luz do dia, ganham vida ao escurecer do céu e forma-se uma cena cativante. Inúmeros bares e restaurantezinhos ao longo das ruazinhas, cada um com seu atrativo. Por alguma razão ficamos cativos do Nutti, que ficava na nossa quadra. Depois de termos jantado ali por duas noites, decidimos pegar uma pizza deles e comer no hotel com um vinho que tínhamos. No Nutti, as pizzas custavam em torno de 7 euros. O garçon (ou gerente) nos cumprimentou, como de costume, intermediou nosso pedido com o pizzaiolo para que colocasse dois sabores na pizza e foi para trás do balcão. Sacou duas taças de champagne e as serviu numa torneirinha semalhante a uma de chopp. Imaginei que fosse pedido de alguma mesa. Veio em nossa direção e entregou as taças. Não poderíamos recusar, independente do preço. Imaginamos, sem querer acreditar muito, que seria uma cortesia da casa. Assistimos nossa pizza assar no forno à lenha até borbulhar a muzzarela. Quando fomos pagar, mais uma surpresa: nosso amigo pediu que o caixa cobrasse apenas 5 euros. Disse a ele que era porque era pra levar. A maioria dos estabelecimentos italianos cobra preços diferenciados entre mesa e balcão.

Assim, saímos muitíssimo agradecidos com o Nutti e o serviço da casa. Em meio a uma infinidade de turistas, sentimo-nos muito bem recebidos na bela Florença.

Friday, June 06, 2008

Itália...

Mal estava me reacostumando ao fuso, e já me via olhando as luzes de Porto Alegre do alto, a algumas centenas de quilômetros por hora, rumo a Campinas, agora, a trabalho.

Longe de casa, com uma saudade sem tamanho, tive pouco tempo de desfrutar o prazer de casa e da companhia maravilhosa da Alice.

Logo que viajamos começaram as tratativas para este treinamento aqui em Campinas. Voltei para o trabalho na terça e me informaram. Tive que trazer as roupas sujas mesmo para lavar aqui, senão não teria o que vestir.

A Itália

Mais uma vez, fomos a nossa própria agência de viagens. A&R Tur. Eu sei que as agências podem facilitar a vida de quem viaja. Mas como gosto de escolher estrategicamente onde ficar, as acomodações, pesquisar preços, etc., prefiro preparar tudo por conta própria. Dá um pouco de trabalho, mas o prazer recompensa.

Posso dizer que o prazer nos motivou a ir, e esteve presente em cada momento realmente maravilhoso desses dias.

Para brindar a viagem e dar início aos trabalhos, tomamos um champagne, sem medo de ser corrigidos que era espumante. Vantagens de viajar com uma companhia francesa. Depois, para agüentar as muitas horas de vôo e tentar dormir, um vinho tinto.. francês também. Merci!

A mistura dos idiomas foi engraçada, como era de se esperar. No vôo da volta pedi um vino rosso para a aeromoça que perguntou o que eu queria em francês. “Rouge”, me corrigiu o senhor que estava do meu lado.

Em Roma ficamos num apartamento. Muito boa a proposta. Pelo preço da diária de um hotel, um apartamento com mezanino, todo mobiliado, em estilo meio cavernoso. Uma biblioteca, alguns filmes em VHS, dois banheiros – um deles com banheira – e outras coisas de apartamento romano. Um ponto pitoresco do lugar em que ficamos foi a vizinhança.. Justamente a nossa rua, e um pouco pelos arredores, era um poto de prostituição de último nível. Umas tias literalmente mais do que rodadas, muito acima do peso (gordachas!) passavam os dias escoradas nos carros. Elas não usavam roupas sumárias, por sorte. A gorda (todas eram) bateu o ponto todos os dias, até no domingo. Acho que se ficássemos mais um dia nos cumprimentaria com um Buongiorno.

Instalados, demos início ao passeio. Andar pelas ruas do centro histórico de Roma é uma difícil escolha entre saborear a cena a olhos nus ou pelo visor da câmera. Assim também foi em Florença e em Veneza, mas começou ali, na Via dei Capocci. No final da rua, escorria de uma floreira de um primo piano uma imensa rama florida que exalava um perfume sem igual. Todos os dias passávamos por ali e diminuíamos um pouco o passo até parar, fechar os olhos e respirar fundo o perfume daquelas florzinhas brancas.

As ruazinhas menores não tinham calçada e passavam as noites e os dias com carros estacionados dos dois lados. Roma tem muito carro! Pequenos, grandes, muitos! A poucos passos do final da nossa rua já se podia avistá-lo...

É imperdível, sem dúvida, entrar no Coliseu. Cada pedra em cada degrau tem encrostada milhares de anos de história, mitologia, cultura! Mas a grandiosidade e a graça, é poder escolher o ângulo a dez, cem, duzentos, quinhentos metros dali, e em diferentes alturas possíveis.

As ruínas dos fóruns imperiais e o Monte Paladino também são lugares que – também um pouco pelo cansaço de subir e descer escadarias – te fazem olhar tempo para um pilar, um campo, algo como uma igreja e não ter a noção de quanto tempo aquilo está ali. É fácil se perder sonhando acordado em como devia ser a vida ali, há 2 ou 3 mil anos. O trabalho que homens tiveram para erguer aquilo tudo, sem contar no trabalho de engenharia e arquitetura empregado.












Le paste!

Jantar uma comida típica italiana pode ser simples, e muito saporito, ao contrário da maioria das propostas que temos por aqui. Os preços podem variar um pouco, mas existem muitas opções de primeiro prato (grupo das massas e risotos) entre 6 e 8 euros; vinhos da casa por 8 ou 9 (o litro!). É claro que uma jornada completa, com antipasto, primeiro, segundo, contorno, sobremesa, vinho e café passa tranqüilamente dos 100 euros, mas nem os italianos comem tudo isso. Os pratos de massa valem por uma boa refeição.

Vinho da casa pode parecer um pouco arriscado. Não quando se está na Itália, pelo menos. Os vinhos da casa que tomamos – bastante – eram melhores ou equivalentes a muitos dos nossos Almadén, Salton e cia.

Todos os restaurantes te oferecem azeite de oliva extra virgem e pimenta calabresa maravilhosos.

No sábado pela manhã, quando escovava os dentes depois do café, ouvi:

- Aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!


Era o Dudi. Engraçado sai do Brasil para a Itália e encontrar um amigo que está morando em Londres. Estava com a camisa do Inter. Coincidentemente e curiosamente, eu também. Conferimos o melhor caminho para o Vaticano e seguimos para a casa do Papudo, o amigo do Nego Osvaldo.

Incrível! É só o que eu digo sobre o Vaticano.

A Praça São Pedro também impressiona pelo enorme. Tudo fica pequeno ali. Me senti abençoado diretamente por Deus.

Do Vaticano fomos para a Piazza Navona e depois para casa descansar. Ainda passamos pelo Castel Sant’Angelo, com ponte sobre o rio e tudo o mais. Só faltou o jacarezinho. À noite, depois de passar pela Praça Espanha e pela Fontana di Trevi – um dos monumentos mais impressionantes de toda a viagem – jantamos uma pizza gigantesca.

Foram algumas horas, somente, mas bom para matar um pouco da saudade do amigo, contar histórias e dar muitas risadas.

Nos despedimos e acabamos entrando numa festinha, onde encontramos os vizinhos de mesa do restaurante, que eram brasileiros.

Roma foi fascinante! É uma cidade grande, populosa, barulhenta, mas enraizada na história de uma forma realmente incrível.

O primeiro destino estava devidamente visitado, e foi realmente maravilhoso apreciá-la com a Alice. Se levei alguns anos para sentir o quão prazerosa é uma viagem assim, é incalculável o prêmio pela lembrança recente e constante. É como reviver tudo a cada instante, pra sempre.

Tuesday, May 20, 2008

Viajar...

Acho que o sonhar vale a pena quando acreditamos realmente, em um dia, concretizá-los. Temos sonhos loucos, às vezes, porém, outros mais palpáveis. E dos meus tantos sonhos está o de conhecer o mundo e suas maravilhas. Acredito que por mais vasto que seja o planeta Terra, não foi feito para que seus habitantes vivessem privados ao seu reduto, ao lugar onde nasceram. Assim se diminuem as distâncias entre os povos e suas culturas.

Alguns o fazem pelo destino que a vida reserva e pelo rumo tomado pelas escolhas, ou mesmo por obrigação. Talvez por força circunstancial. Nós o faremos por prazer. Realizaremos mais este pequeno sonho. Quero cruzar as milhas tantas do Atlântico e acordar em Roma. Nesses poucos dias não quero correr, quero que a história daquela civilização nos seja oferecida na medida em que possamos apreciá-la, talvez numa dose um pouco maior, para que saibamos que ainda há muito a se descobrir ali.

Vamos caminhar nas ruas italianas e cumprimentar as pessoas italianas. Vou chutar o ar para espantar os pombos. Aos outros turistas pedirei para que batam fotos nossas. Quero brindar com vinho todos os dias. Brindar o nosso amor, brindar com o Dudi pelos amigos. Brindes à vida, simplesmente.

Hoje, aqui; amanhã, lá. Amanhã depois de amanhã, no caso.

Grande abraço a todos!

Friday, May 16, 2008

O cara do macaco...

A referência do cara, era a história que guardava há anos na manga. A história do macaco. O Régis sempre foi um campeão de histórias fabulosas. Essa, a do macaco, é daquelas que um dia foram verdade, mas que, justamente por serem boas, acabam sendo contadas muitas vezes. Cada reprodução ganha novos enfeites e ênfase nas melhores partes que quem a ouve pela primeira vez pode não acreditar na sua veracidade. Mesmo assim, quando o Régis aparece, sempre tem alguém que pede: “Conta aquela do macaco, conta!”. E ele conta.

Confesso que a história do macaco não é das minhas favoritas. Gostava mais dela nua e crua, tal como aconteceu, sem nenhum enfeite. Mas isso não vem ao caso. Quero dizer é que essa história do macaco virou uma referência para o Régis. Ele me ligou essa semana perguntando quem era um cara magrão, alto, que namorava uma “loca”. Não tive dúvidas: “O Gus”. Disse que estava chegando na padaria que tem atrás do Olímpico e avistou uma vaga. Outro carro chegou na mesma hora, mas ele não abriu mão, até um pouco enfurecido, e estacionou. Quando saiu do carro o outro motorista veio em sua direção e falou:

- Bah, o cara do macaco tirou a minha vaga!

Wednesday, May 14, 2008

Chegadas e partidas...

A Isabelle veio, e nós vamos. Dia 12, segunda, a Karina deu à luz, minha mais nova sobrinha, Isabelle. Fomos visitá-la e assistimos aos primeiros movimentos, primeiros choros – aos berros – duas agulhadas nas coxinhas, impressões digitais do minúsculo dedãozinho da mão e dos pezinhos. Tudo muito miúdo, pequeno, frágil e sensível.

É incrível imaginar que aquela criança, cuja força dos primeiros berros ultrapassa a parede de vidro, estava encolhida e quietinha na barriga da nova mamãe.

Parabéns, Karina, Pica e Isabelle. Que os três vivam a nova vida em família felizes e com muita saúde!

E nós vamos...


Daqui a uma semana, quarta que vem, vamos para nossa lua-de-mel de um ano. Desta vez o destino será a Itália.

Depois de um ano, a vida de casado é um presente tão sensível quanto eu imaginava. Vive um pouco do nosso passado e um pouco do futuro. Do nosso recente passado carregamos as boas lembranças que não nos faltam. No futuro apostamos nossos sonhos. Mas é no presente que cultivamos nossa relação todos os dias, desde o acordar até o adormecer, prezando principalmente pela felicidade. Assim, vivendo cada momento com carinho, respeito e muito tesão, escrevemos mais uma página da nossa história de amor.

Te amo, Alice..

P.S. Aproveitaremos nossa viagem para encontrar o grande amigo Dudi, que tá morando em Londres, mas vai dar um "pulinho" ali em Roma no dia 24. Brindaremos com vinho pela vida e pelos amigos aqui do Brasil.

Thursday, May 08, 2008

Eu não poderia ter um cachorro...

Não é por morarmos, hoje, em apartamento. Acredito que tem muito cãozinho, hoje em dia, que é guri de apartamento. O pior é que nos meus sonhos de realização pessoal, que felizmente vem se realizando (casamento, jornalismo, etc.), está sempre presente um cachorro.

O problema é que, atualmente – pelo menos é o que vejo – é que os donos recolhem as fezes dos bochinhos tão logo eles se aliviam nos canteiros ou calçadas. A merenda ainda quentinha, acredito. As pessoas andam com aquele saquinho plástico só esperando a hora em que, quando éramos crianças, torcíamos os dedos mínimpos afim de “trancar” o animal. Eu, sinceramente, não poderia. Cresci jogando bola na pracinha e desviando das minas caninas terrestres. Não vejo o menor problema. Mas seria sumariamente apedrejado quando vissem que meu cãozinho fez cocô e eu não juntei.

Tuesday, May 06, 2008

Sonhar não custa nada...

Às vezes sonho, outras noites não. E se não conto à Alice logo no café da manhã, esqueço depois. Lembro dali a dias, muitas vezes não sabendo que pensei em tal coisa num sonho.

Outras vezes, porém, sonho acordado. Pode ser de dia ou de noite, eu sonho. Já sonhei em estar num palco, cantando e tocando para uma multidão. Sonhei em estar numa grande final fazendo o gol do título pelo Inter, sempre numa jogada em que salvo um gol tirando a bola de cabeça em cima da linha, armo um contra-ataque e entro na área para concluir a gol. Sonhos de querer aparecer, estes.

Só que esses dias sonhei em não ser o astro, mas estar entre eles. Juro, fiquei esperando até as 20 horas e trinta minutos daquele 27 de dezembro do casamento do Rafael Sóbis. Esperava por uma ligação de um Colorado – podia ser o Grilo – dizendo que conseguira dois ingressos de furão para a cerimônia. Quis muito isso!

Voltei a pensar e sonhar no assunto quando li, hoje de manhã, sobre o mal estar do Fernando carvalho, ex-presidente do Inter. Soubemos que passou mal no domingo mesmo, mas com a euforia do título e da goleada as rádios não falaram nada sobre. Queria ter um momento entre amigos com o Fernando Carvalho, com ele, com o Fernandão, com o Alex e com o Pato. Foi aí que voltei a pensar no meu sonho de acordado.

Sonho em uma festa de aniversário. Ali no salão da Astti, como em tantas outras vezes. Aí o salão tá meio vazio e começam a chegar o convidados. No mesmo esquema de sempre: muito chopp e dez pilas de cada um para amenizar os custos. A festa está marcada para as 21h, mas eu e a Alice chegamos depois de uma hora. Muitos já estão ali. Então entram o Gus e a Rossa, o Rodrigo e a Camila, o Giba, o Jurânio,... e o salão vai enchendo. Os recém chegados pedem licença para o Antony Hopkins, que está atrapalhando a circulação. Ele não entende muito bem e resume-se a um “Sorry!”, com seu chopp na mão. Mais adiante estão Angelina Jolie e Brad Pitt rindo em inglês com Jack Nicholson. O Fernandão conta para meia-dúzia como fez o gol da decisão da Libertadores contra o São Paulo. Tudo assim, na tranqüila, sem tietices, autógrafos e tals. As fotos que o Mick Jagger tiraria seriam as de ocasião, com dois ou três, no máximo. Depois ainda iam pedir para ele bater a foto para o Oda poder aparecer. Na fila do banheiro o Paul (McCartney, óbvio) ia esperar como qualquer outro. Sempre com um gaiato derrubando cerveja neles, ou pedindo licença, tri desinteressado. O Lula (o DJ nosso amigo, não o Presidente) alterna o som com a banda do Décio, que não deixa de pedir uma palhinha, ora pro Paul, ora pro Mick, mas a galera se pendura no microfone e canta junto, todos abraçados e bêbados. Nisso chega o Bruce e pergunta a quem entrega os dez pila.

Friday, May 02, 2008

Felice compleanno!!!

Hoje é meu aniversário!

E eu estou pesteado e trabalhando. E atucanado.

Aqui temos o tal do Day Off: o dia do aniversário é folga. Nem é preciso avisar. Mas eu avisei. E então meu chefe pediu que eu viesse terminar um relatório sobre uns históricos de alarmes nas centrais. E o mandasse por email assim que terminasse, pois ele não viria. :0)

Mas nada há de me abalar, Ganhei um presente maravilhoso na virada do dia... E hoje de manhã teve café na cama, como nos finais de semana.

Obrigado, Alice, meu amor!!!

E hoje de noite estaremos ali no Solar da Mata, na Nova York. Quem quiser me dar um abraço e tomar uma gelada é só aparecer.

Abraço a todos!!!

P.S. Segunda conto como foram os aniversários: o meu, hoje, e o nosso, de casamento, amanhã.

Thursday, April 24, 2008

Que loucura!

Essa foi a manifestação a alguns milhares, ontem, diante do cenário que se desenhou no Beira-Rio. Foi também o conteúdo da mensagem que recebi da Alice tão logo o Inter fez o quarto gol sobre o Paraná: o gol da classificação.

Antes desse momento fantástico, porém, protagonizei penosamente uma jornada nada favorável para quem tinha como objetivo principal ver seu time vencer por 2 a 0 – ou mais.

Ainda na Perimetral, quase na Ipiranga, senti o primeiro “frio”. Precisava ir ao banheiro, e não era para urinar. Não gosto de falar sobre esse assunto, e quem me conhece sabe disso, pois vejo que a maioria das pessoas ou descamba para a indiferença ou para o escatológico. Não quero julgar o que cada um pensa, agora, só quero deixar claro que são raras as vezes que falo sobre, e com certeza a primeira que escrevo.

Pensei em outra coisa. No jogo, oras. Ia passar, pois assim como evito falar, reciprocamente sempre tive a sorte de não ser acometido daquelas vontades imediatas que ouço falar. E dou risada dos meus amigos quando contam, justamente porque sei que comigo nunca ocorre.

Apresentou-se, então, o segundo problema preliminar ao jogo: a gasolina. Era de manhã quando a luz acendeu. Deixei para abastecer depois do jogo, ou na manhã seguinte, afinal, a reserva tem de servir para alguma coisa. Só que a reserva se foi, e a luz começou a piscar: sinal de que precisava abastecer meeeesmo!!!

Como abastecer, se eu estava na Miguel Couto, procurando uma garagem com vaga? Entrei no estacionamento e fui barrado pelo tiozinho: “Está lotado, pode sair!” Saí, e aquela vontade veio de novo... “Vai passar, vai passar” – pensava. A hipótese de ter que ir no banheiro do Beira-Rio desanimava-me por completo. Por mais que o tenham reformado seria impraticável.

Dei uma volta na quadra e nada de encontrar vaga para estacionar. E o jogo começaria dentro de instantes. E a luz da gasolina não parava de piscar. E a vontade vinha cada vez mais forte.

Cruzei a Padre Cacique sabendo que logo depois do Beira-Rio teria um posto. É engraçado que nessa hora tu imagina como seria o banheiro de todo e qualquer estabelecimento próximo, e como faria para usá-lo, se não seria muito constrangedor e tals. Lembrando que eu, nesse caso, fico altamente constrangido.

Depois de uns dez minutos de engarrafamento e a quase certeza de que a vontade não passaria por si, cheguei ao posto para abastecer, ainda convicto de que não seria ali...

Por ironia, ali tinha vaga para estacionar.

- Pode passar, amigo.
- Não, não quero estacionar. Só vou abastecer.
- Ah, não, abastecer não dá.
- Como não? Eu quero comprar gasolina.
- Então dá um jeito. Fala com o pessoal ali. Vê se eles conseguem uma garrafa.

Fui até o frentista e consegui uma garrafa de 2L. Voltei até o carro e coloquei no tanque. A luz continuava piscando, mas agora eu sabia que tinha pelo menos dois litros. Fiz o retorno em frente a FASE e voltei procurando uma vaga em algum estacionamento. Nada! Fui até a José de Alencar, passando pela Vêneto e pelo Tirol. Só havia vagas para quem fosse jantar. Acabei indo até o Mãe de Deus. Os outros estacionamentos todos estavam lotados.

Quando cheguei à rua me veio a idéia em meio ao estado de travamento em que me encontrava. O banheiro do hospital!!!! Que achado! Justamente na ala do Grupo do Pé, que eu conhecia. Entrei como se fosse um paciente, procurei pelo bonequinho e achei um banheiro que parecia recém limpo. Saí dali um novo homem. E corri leve até o Beira-Rio.

Cheguei quando o Jonas, do Inter, estava caído no meio do campo. Ainda estava com o copo de cerveja cheio. Subi um degrau da arquibancada para ver melhor o jogo e comecei a ouvir sussurros de protesto de todos os lados: “Não acredito...”, “Puuuuuuta...”. Olhei para o campo e vi os jogadores do Paraná correndo e se abraçando. Agora o inter precisaria fazer 4 gols para se classificar.

O resto da história vocês já sabem...

Wednesday, April 23, 2008

O padre Joselito...

Muitos homens tiveram, na juventude, seus momentos Joselito, Papaéu ou outras manifestações “corpo fechado” que, mesmo sob protestos, punham em risco a sua integridade física. Falo pelos homens porque sei que a maioria dessas palhaçadas perigosas são feitas por homens.

Comigo não foi muito diferente. Tive meus momentos Joselito e algumas vezes me machuquei. Como sempre fui medroso, meus machucados ficavam num esfolão, num roxo na perna, uma canela batida, coisas assim. Talvez tenha corrido riscos maiores, mas por não dimensionar o tamanho do suposto estrago.

Essa carência da dimensão do risco deve estar presente nos aspirantes a kamikaze, senão o seriam de fato. Essa limiar do risco entre o machucado superficial e o vital variam, muitas vezes em função do nível alcóolico do cidadão em questão. Isso explica muita coisa, e não justifica nenhuma.

Agora vejo que um padre – Adelir – tentou voar 198km numa cadeira de paraglider suspensa por mil balões de gás hélio. Balões de festa! Balões surpresa, suponho. Queria ir de Paranaguá a Ponta Grossa, ambas cidades no interior do Paraná. Em março o padre voou 11km no mesmo aparato, entre Ampère (PR) e San Antônio, na Argentina. Disse que queria divulgar a Pastoral Rodoviária. Obviamente o melhor modo de fazê-lo.

Por que não furaram os balões surpresa do padre antes de levantar vôo? Por que o deixaram ir, tão idiota, rumo à morte? Seria porque teoricamente um padre não bebe a ponto da fazer idiotices em função do nível alcóolico? Toda criança sabe da fragilidade dos balões de festa, e muitas delas acreditam que, em função dessa fragilidade, foram feitos para ser estourados e infernizarem a diversão dos adultos. Não seriam mil balões que deixariam se ser estourados pela pressão atmosférica. Alguns ainda perderam a flutuabilidade e caíram cheios, no mar. Suas linhas arrebentaram.

Se ninguém o fizer, vou indicar o feito ao Darwin Awards, prêmio dado aos campeões de mortes idiotas pelo mundo.

Friday, April 18, 2008

Repercussão...

Gostei de ver a repercussão do melhor chopp da cidade. Embora eu manifeste aqui a indignação por ver um Nova Shcin divulgado por uma revista de grande circulação como o melhor, é preciso dizer que a escolha contou com 10 jurados, e que nove bares foram citados. Portanto, a Caverna do Ratão ganhou por ter apenas 2 votos. Os ovelhas negras do chopp de Porto Alegre foram Bebê Baumgarten e Mano Changes (por que isso não me espanta?).

Eis os bares escolhidos pelos demais jurados:

Camila Saccomori: Zelig
David Coimbra: Schullas
Eduardo Santos: Tuim
Mariana Bertolucci: Jazz Café
Maysa Bonissoni: Boteco Natalício
Pati Leivas: Lourival
Sady Homrich: Muligan
Serginho Moah: Boulevard da Vasco

Ontem fomos no Natalício. Gostamos muito do bar. Cara e espírito de boteco mesmo. Ponto fraco da reflexão do som nas paredes. Mas o chopp... o bom e velho garoto Brahma.

Um brinde e um ótimo final de semana a todos!

Wednesday, April 16, 2008

Larguei de mão...

Acho que a concorrência, seja ela profissional, comercial ou política, é salutar quando promove um aumento na média de qualidade dos serviços, preços, produtos e representantes.

Gosto muito da RBS e da maioria de seus veículos. Já fui muito contra, numa época em que meus princípios tendiam ao radical. Em idéias. Nunca pintei a cara nem protestei contra políticos. Mas fiz questão de assinar o Correio do Povo para que meu pai deixasse de comprar o Diário Gaúcho, o que considero uma desinformação.

Apesar de eu gostar do Correio do Povo, em comparação à Zero Hora, ele é uma Rádio AM: informa a seco. Enquanto o impresso da RBS parece ter uma cortina agradável ao fundo, em estéreo. Até mesmo nas rádios AM a Gaúcha tem outro padrão. Tanto técnico como de qualificação profissional. No Sala de Redação assistimos a debates de nível, respeitosos, e realmente bons. Os programas equivalentes das emissoras concorrentes apostam na discussão necessariamente acalorada, muitas vezes defendendo idéias opostas apenas para que haja o embate. Mesmo assim ouço, de vez em quando o Na Geral, da Ban (que tem o ótimo Eron Dalmolin) e o da Guaíba, acho que é o Terceiro Tempo, que tem o ótimo Juremir Machado.

Duas coisas que sempre me chamaram atenção nas outras emissoras é a alfinetada na RBS e a necessidade de estampar quando dão o furo de reportagem. É aí que eu acho que se perde o salutar da concorrência. Eu tava ouvindo o Hoje nos Esportes (Gaúcha AM) quando o Nando estava passando uma entrevista com o então Vice de Futebol Pelaipe (Gremio) e interroumpeu: “olha, o Pelaipe acabou de me ligar e dizer que não é mais o vice...” No dia seguinte a Band perdeu uns bons 5 minutos parabenizando o Ribeiro Neto por ter dado o furo. Na Guaíba o Hiltor Mombach escreveu no Correio que eles é que tinham anunciado primeiro. Por que essa necessidade?

E hoje de manhã, passando pelas rádios, ouvi o Mendelski (passei por ali para ver se o Reche falava alguma coisa sobre futebol. Odeeeeio o Mendelski) se desculpar com o Reche por cortar 3 minutos do seu tempo, pois estava lendo opiniões de ouvintes, e estes tinham preferência, ao que ele devolveu:

- Não tem problema. Ao contrário da pretensão de alguns, aqui o ouvinte é a fonte da informação.

Referiu-se ao slogan: “Gaúcha, a fonte da informação.” Perdeu boa chance de falar algo útil e a audiência deste que vos escreve.

Tuesday, April 15, 2008

O Melhor Pior da Cidade...

Não posso crer na escolha da Veja, da Caverna do Ratão como tendo o melhor chopp da cidade. Não tenho nada contra o lugar, nunca fui lá. E então vão dizer que eu não poderia falar de um lugar que sequer conheço. Mas posso falar de algo que conheço, o chopp. Na foto aparece a bolacha Nova Schin sob o copo de chopp, o que se confirmou no texto, de que fora trocado o fornecedor de chopp. Quando vi que o bar tinha sido escolhido, achei normal. É um lugar muito tradicional, quesito que conta muito para nós, porto-alegrenses. Mas o fato de o chopp ser Nova Schin doeu. Sei que os critérios para o melhor da cidade não são apenas as características e a qualidade do produto, levam em conta o ambiente, o atendimento, formas de pagamento e localização.

Ainda quero conhecer a tal Caverna do Ratão, e quem sabe venha a gostar do lugar. Mas numa Capital como Porto Alegre, com a tradição dos seus bares, cada um com seu respectivo chopp, não poderia escolher justamente um Nova Schin como o melhor da cidade. Se o que conta é a tradição, por que não o bom e velho Chopp da Brahma? Se for o sabor, a pressão ou a espuma, há outros, sabemos. Não ficaria triste se fosse um Abadessa, Dado Bier, Barley, Coruja etc. Ainda que alguns sejam classificados como cerveja, mas têm uma história, algo de artesanal.

Se é assim a escolha, imagino que se o fornecedor do ano que vem for a Coca Cola, o melhor chopp da Capital Gaúcha será o Sol.

Como alternativa, sugiro o TTJ – Top Ten Juremir – que elegeu na sua coluna de hoje os seus melhores da cidade. O texto, na íntegra, está ali na coluna ao lado. Já solicitei a ele que escolha o melhor chopp, já que essa categoria não foi contemplada.

Monday, April 14, 2008

Palavras sem valor...

Pior do que a lei do silêncio, que passou a imperar nas CPI’s, é a desvalorização total da palavra como ferramenta em busca da verdade. Vejo mais claro isso nos assuntos ligados ao futebol, por acompanhar mais e por saber que por trás de decisões de uns poucos engravatados passa a paixão de muitos milhares de torcedores.

Há umas três semanas Paulo Sant’Ana alegou ter ouvido o Vice de Futebol do Inter dizer que não apostava nenhuma ficha no Juventude contra o Grêmio. Como bem sabe fazer, o Sant’Ana transformou o copo d’água em tempestade, porque ninguém que eu conheça apostava um dedo de ranho no Juventude. Depois de tudo o que disse, ponderou que, caso não houvesse dito – porque ele, Sant’Ana, não acreditava que o Luigi tivesse menosprezado o Juventude – pedia sinceras desculpas por julgá-lo como se fosse um monstro. O fato não é esse. O senhor Giovanni Luigi, figura que representa o clube do qual sou sócio, torcedor, fanático, etc, etc etc. pediu a palavra no ar, durante o Sala de Redação, e afirmou que não disse aquelas palavras, e que dispensava as desculpas do Sant’Ana. Mas ele insistiu: “eu preciso me desculpar. Se o senhor não disse uma barbaridade dessas eu preciso me desculpar.” Ele garantiu, novamente, que não disse.

No dia seguinte a Rádio Guaíba colocou cinco vezes no ar a declaração do senhor Luigi dizendo que não apostava nenhuma ficha no Juventude. Ficou muito feio!

Depois de o Juventude contrariar todas as fichas e eliminar o Grêmio do Gauchão, e mais a eliminação desse na Copa do Brasil para o Atlético Goinaniense, ficou evidente a mudança no Departamento de Futebol no time da Azenha. Sairiam o Vice de Futebol, Paulo Pelaipe e o treinador Celso Roth. Quando cogitou-se que André Krieger assumiria o cargo de Pelaipe, ele disse que não havia a menor possibilidade de isso acontecer. Hoje está lá, na cadeira que era do Pelaipe e assinando os papéis como Vice de Futebol.

De que vale, agora, Krieger dizer que Celso Roth será mantido?

Friday, April 11, 2008

Das minhas conversas com os atendentes de tele entregas...

Ou telentregas, como queiram.

Eu e a Alice somos fãs de pizzas entregues na porta de casa. Afora as grandes redes, como Cia, Hut, Super Pizza, que em geral não tem erro, o pedido, vivemos à procura de novos sabores, como a Pizza Mia, Cine Pizza, Fragata, Bianca, etc. Em algum bairro vizinho um pizzaiolo prepara a massa, dispõe sobre ela os ingredientes selecionados, não poupa a muzzarela e leva ao forno, que pode ser à lenha, elétrico ou a gás. Depois a pizza já crocante e muito quente é embalada na caixa, com a mesinha de casa de boneca devidamente situada ao centro, e um motoboy nos entrega em casa em troca de alguns tickets.

Essa variedade de marcas e sabores facilmente confunde a cabeça de quem está com fome, principalmente depois de alguns goles de cerveja.

- Companhia..

- Oi, eu queria pedir uma pizza.
- (Sério?) Senhor Raul?
- Sim.
- Rua tal, número tal?

- Isso.
- Qual o pedido?
- Metade Super Supreme e met...
- Suprema?
- Não. Super Supreme.
- Senhor, nós temos a Suprema...
- Não, eu quero a Super Supreme.
- Senhor, nós não temos Super Supreme.
- Desculpa.

Desliguei.

A Super Supreme é da Pizza Hut, e é maravilhosa, apesar de ser feita com carne sintética.

Na outra conversa, mais recente, eu não tinha bebido nada ainda. Foi ligando pra São Rafael. Registro aqui minha queixa e peço, se alguém tiver informações, que comunique.

A São Rafael é (era) uma tudão: Churrascaria, casa de massas, pizzaria, restaurante, e tudo mais. Eles eram tão bons que tudo o que faziam era muitíssimo bom. Já pedimos churrasco, filés, massas e pizzas. Tudo muito bom mesmo! O cardápio das pizzas tinha uma peculiaridade: era gaudério. Então as pizzas todas tinham um nome sugestivo, como Xirú, Bagual, Guasca, Mansa, Fazida, Atrolhada, Peleia, etc.

A Xirú era como uma Super Supreme da vida, mas melhor, com carne de verdade, de gado e porco, tomates cereja, pepperonni, pimentão... um troço! E a atolhada era a famosa quatro queijos, só que atrolhada desses queijos.

Em janeiro e fevereiro resolveram fechar a birosca para reformas. Aguardamos ansiosos a reabertura, que seria dia 11 de março. Ligamos. E a resposta foi quase trumática: não trabalhavam mais com pizzas. Bah! Barbaridade era o nome de uma outra pizza.

Então, dia desses resolvi ligar de novo, dessa vez para pedir uma massa. De qualquer forma ia me fazer de louco e perguntar sobre as pizzas.

- São Rafael...
- Oi, eu queria pedir uma pizza.
- Nós não estamos mais trabalhando com pizzas, nem como tele entrega.
- Capaz?
- É. Agora só estamos com o restaurante.
- Por que vocês reformaram?
- Ué, para melhorarmos o serviço.
- Sim, mas antes tinha pizza.
- Pois é, e agora temos o restaurante.
- Sim, mas eu não entendo a reforma se antes tinha pizza e tele entrega. Não é coerente...
- Só isso, senhor?
- É.

Então, se alguém souber para onde foi a pizzaiola (um dia o garçom/atendente me disse que era uma mulher) por favor me diga.

Queria tanto saborear de novo aquela Xirú.

Monday, April 07, 2008

Divertido...

No Divã do Amor (The Treatment) é classificado como comédia, e não deixa de sê-lo. Todavia, o que o caracteriza como tal são os diálogos sarcasticamente bem humorados, principalmente entre Jake e seu psicoterapeuta freudiano, Dr. Morales. Jake é o que comumente se chama de um homem derrotado: a mulher que o deixou está noiva e o convida para a festa de noivado. Ele vai! Profissionalmente é um professor de literatura e basquete. É no Colégio onde ele conhece e acaba se envolvendo com Allegra, mãe adotiva de um dos alunos da instituição. Ela é viúva há menos de um ano e tem mais uma filha cujo processo de adoção não foi concluído.

Tão logo Jake se descobre apaixonado por Allegra, decide que vai pedi-la em casamento, e oferecer o anel de sua mãe, já falecida, para o noivado (o mesmo anel que já fora oferecido para a ex que o deixou). Quando Jake pede o anel ao pai, conta que Allegra ainda não sabe do pedido e, conseqüentemente, se vai aceitar ou não. E o velho larga uma pérola mais ou menos no tom das outras frases que tornam o filme uma comédia:

- Não tem como você descobrir antes e me poupar de incomodações?

Ensaio sobre a cegueira

Já está disponível na rede o trailer de Ensaio sobre a cegueira, filme de Fernando Meirelles baseado no livro de mesmo nome de José Saramago.

Ganhei essa obra de formatura, entre outros livros. Como está escrito em português de Portugal, e o senhor Saramago parece que desconhecia ferramentas como parágrafo e ponto de interrogação, estou demorando bastante para ler. Mas é bom, muito bom!

Ali no lado tem o link para o blog do filme, escrito pelo próprio Fernando Meirelles.

Wednesday, April 02, 2008

Devo cortar o cabelo...

Hoje, tentando voltar a escrever tarefas diárias, deveres e lembretes na agenda, me dei conta de um monte de coisas que devo fazer e vou deixando passar. Muitas delas talvez não façam mais sentido daqui a algum tempo, por isso necessitam que sejam, ao menos, listadas. Pelo menos para que eu possa olhar e dizer que isso ou aquilo não vou fazer.

Ocorre que às vezes me lembro de ter de fazer algo, só que não estou, naquele momento, apto a efetivar. Como querer ir ao cinema e só lembrar depois que saio do escritório, quando não é mais possível acessar a programação. É ruim também porque muitos desses afazeres são ditos: “vou fazer tal coisa amanhã”. Depois de um tempo tu acaba tendo dito que faria um monte de coisas e não fez dez por cento delas. E muito provavelmente as pessoas que tenham ouvido irão lembrar.

Agora, quando fui ao banheiro, lembrei que devo ir, imediatamente, cortar o cabelo!

Monday, March 31, 2008

Não assisto mais à previsão do tempo...

Não é que eu não goste. Justamente o contrário. Sempre gostei e respeitei muito, a previsão do tempo. Nas aulas de Radiojornalismo, com o mestre Stosch, aprendi a valorizar aquele pedacinho da síntese noticiosa referente às condições climáticas. Aliás, sempre impliquei com quem pouco fazia da diferença entre previsão e condições. Havia um tempo em que eu ouvia ou a Ipanema ou a Atlântida, de manhã, enquanto tomava café. E era na Atlântida, se não me engano, que toda manhã entrava o magrão dando a “previsão das ondas”. Como eu não surfo, não tenho o menor interesse em como está o mar, trocava de estação na hora. Ainda mais porque de previsão não tinha nada. Ele simplesmente dizia como estava o marnaquela hora. Hoje só escuto a Itapema, que felizmente não desperdiça o precioso tempo no ar com essas “previsões”.

Já a previsão do tempo eu sempre gostei. Não importava a mídia. Podia ser no jornal impresso, no rádio, na internet ou na TV, onde era mais legal, com aqueles infográficos animados e tal. Sempre que ia viajar conferia a previsão para a data naquele lugar. Só que a previsão do tempo – todo mundo sabe – sempre fura. Há umas duas semanas, o Sr, Cleo Kuhn afirmou, convicto, que naquele dia, começaria a chover até as 3 horas da tarde. Como o cara é conceituado, disse tão convicto, repassei a informação tri feliz. A chuva não veio nem às 3, nem às 4, nem até o final daquele dia.

Desde então, toda vez que anunciam a previsão do tempo, mudo de estação. Na TV não tem tanto problema porque vemos, na maior parte do tempo, filmes. E no jornal impresso, quando vejo um pedacinho daquela página verde da Zero, folheio duas e sigo adiante. Até agora não fez falta nenhuma. Nem guarda-chuva eu tenho.

Wednesday, March 26, 2008

Presente de grego...

No dia do aniversário da nossa Capital leio na Zero que temos 12 casos de Dengue confirmados. Todos eles adquiridos fora do Estado.

No Rio já são quase 40 mil infectados e 49 mortes desde o início do ano.

Que belo presente!

Monday, March 24, 2008

Fazendo arte...

A verdade é que eu sempre quis ser um artista. Sou exibicionista quando noto que faço algo diferente, que prende a atenção alheia. O problema é que minhas habilidades são medíocres e desconcentradas. Manifesto dotes um pouco acima da média no desenho, em esculturas, na música, na fotografia, na escrita, na natação, no futebol e nas matemáticas. Porque o esporte e os cálculos também são uma forma de expressar a arte.

E esse pouco acima da média gera uma esperança de sucesso, que numa pessoa exibicionista, leva a crer em resultados, e gastar o tempo em cursos e o dinheiro em sonhos. Fiz um curso de teclado quando tinha quinze anos, e sonhava ser um grande pianista, um dia. Comprei um teclado Yamaha muito lindo e me dei de Natal. Depois veio o gosto pelo violão. Não cheguei a fazer curso, mas comprei um violão Folk e muito já gastei em revistas especializadas. Fiz escolinha de futebol aos dezesseis, e como boa parte dos guris brasileiros, sonhava em ser jogador de futebol e fazer uma carreira de astro. Até quando fiz natação pela primeira vez, aos vinte, me imaginava nas raias dos campeonatos mundiais, batendo recordes olímpicos e tal.

No desenho foi onde comecei a manifestar essas habilidades medíocres, no Jardim de Infância. Fazia os melhores desenhos da turma, embora em espaço reduzido da folha. Com as massinhas de modelar fazia aviõezinhos, helicópteros, tanques de guerra e bonecos. Os coleguinhas me cercavam e pediam para eu fazer algum modelo para eles, e reclamavam que os que fazia para mim ficavam mais bonitos. Todavia, nunca dediquei-me a desenvolver essas práticas, como fiz com a música e os esportes, por exemplo.

A fotografia talvez tenha sido onde manifestei os melhores resultados. Também foi onde gastei mais tempo e muito mais dinheiro. Muito mais! Não me arrependo. Há uns seis anos, numa tentativa de tornar o trabalho conhecido, fiz umas ampliações 30x45cm de algumas das melhores fotos e expus na Redenção. Quase ninguém parou pra olhar, e acabei não vendendo nenhuma. Talvez devesse ter tentado mais, mas não me vejo parado num domingo de sol esperando que alguém se digne a folhear um álbum e, quem sabe, adquirir uma foto.

Agora, quando vejo exposições de telas, esculturas em madeira ou pedra, me dá um certo arrependimento de não ter feito nada nessa área, ainda que de maneira medíocre, como fiz com tudo. Mas logo penso que seria mais uma dessas habilidades que um dia será lembrada sem uma contribuição destacada. Também penso, agora mais amadurecido em termos de arte – quem sabe precisando de um pequeno incentivo – em focar as habilidades em uma certa área e efetivar o exibicionismo, até então reprimido. Nunca esquecendo, todavia, que a arte é mais terapia que produto.

Tuesday, March 18, 2008

Filmes para não assistir...

Não gosto de fazer propaganda do que é ruim, mas acho que nesses casos vale a pena. Alguém pode querer dispensar seu tempo com produções melhores e mais sérias. E, também por isso, não me preocuparei em contar trechos importantes sobre os filmes.

O Segredo de Kovak

David Norton é um escritor de ficção, de certa forma famoso. Logo no início já temos um indício do que virá: na viagem de avião para Mallorca o protagonista vê num dos pasageiros uma espécie de monstro em formato de solitária quase nada nojento. Mas não passa de um sonho. Ou uma visão, como queiram.

Já na ilha, depois de uma conferência, sua mulher recebe um telefonema e se atira da sacada do hotel. Nenhum sentimento de dor, culpa, saudade, ... Nada. No hospital vê uma outra mulher que sobreviveu a um suicídio. Os dois se conhecem, e a coincidência que serviria para um bom desfecho é atropelada por uma seqüência de suicídios no mesmo formato. A pessoa recebe um telefonema, ouve uma música e se joga de algum lugar.

Só que a investigação não transmite nenhum suspense. Até que David descobre que todos os casos estão realmente ligados, e são obra de um velho em estado terminal de câncer e quer que David dê seqüência à sua primeira obra: A caixa de Kovak, e depois mate o velho, tornando-o um ícone por ter desvendado o segredo da caixa. Todos os passageiros (menos David) tiveram, na viagem, um chip aplicado no pescoço. Caso descubram e tentem tirá-lo, o circuito é acionado fazendo a pessoa se matar na hora. A tal música que as pessoas ouvem também aciona o circuito. Muito forçado.

Aí no final, como todos os passageiros são turistas, estão reunidos numa gruta onde ouvirão a música pelo sistema de som e cometerão suicídio coletivo. Essa cena é legal: todo mundo de vermelho se atirando das pedras e depois boiando. David e a nova amiga conseguem evitar que muitos se matem. E é isso. Ah, ele mata o velho!

A Última Legião

A proposta era contar a história que precede a Lenda do Rei Arthur. Até aí tudo bem. Como protagonista, Aurelius – Colin Firth, que fez Bridget Jones. Ele é o guardião responsável pelo novo imperador, Romulus Aurelius, que tem apenas 12 anos.

O figurino é o único ponto forte do filme, mas nem por isso vale a pena assisti-lo.

Numa cena de batalha das piores que já vi, o guri é levado. Mas a cena é triste mesmo. Aquelas em que cinco “do mal” cercam um “do bem” e fazem o famoso rodízio onde um apanha de cada vez e os outros ficam assistindo.

No caminho para o resgate de Romulus Aurelius vão: um velho com poderes (lança umas bolas de fogo.. muito forçado!), um negão que apanha, apanha e tá sempre inteiro e o Aurelius. No caminho encontram uma guerreira e rola um clima entre ela e Aurelius. Chegam no forte onde está o guri e conseguem resgatá-lo em outra cena de batalha daquelas. Nesse forte o guri encontra a espada Excalibur e já a usa contra os malfeitores do triplo do seu tamanho. Até aí tudo bem, ele é o Cesar e está com a Excalibur. Mas os demais confrontos são tristes. Aurelius chega a fazer uma expressão de “Tsc, Tsc..” que tira toda a credibilidade do filme. A mulher saca uma adaga automática! É dado um close na adaga e dela saem duas pontas, uma de cada lado. Cômico!

Uma pena pelo investimento e por desperdiçarem uma proposta para o que poderia ser um ótimo filme.

Friday, March 14, 2008

Preciso levantar pra falar ao telefone...

Eu sei, é uma mania estranha, ainda mais que não é só levantar. É levantar e caminhar. Uma coisa meio autista. Fico caminhando pra lá e pra cá, olhando pro chão, pisando em espaços definidos, como a parte escura do parquet ou a lajota da calçada, sem encostar nos rejuntes. Agora mesmo fiz um teste. Precisava tratar da entrega de uns documentos importantes a uma empresa terceira, só que ninguém sabe quem tratou disponibilizar essas informações. Então estou ligando pra um, que pede pra ligar pra um outro e assim vai. Decidi que ia fazer as ligações sentado, aqui na minha mesa. Liguei pro responsável pelo setor de Engenharia, que detém os tais documentos. Se tem alguém que deve saber, esse alguém é ele. Chamou até cair. Quando pensei em ligar de novo eu já estava em pé, sem querer, apenas estava lá, pisando cuidadosamente no parquet escuro, evitando encostar a sola do sapato na parte clara. Ele atendeu e disse que estava em uma reunião, que assim que saísse me retornava. Foi então que vi que o caso é mais sério do que eu imaginava.

 

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